Investimentos tradicionais x Bitcoin: qual deles realmente protege seu patrimônio no longo prazo?
Produzido dia 6 de janeiro de 2026

Escrito por Mafe
A renda fixa é apresentada como o investimento mais seguro do Brasil. Tesouro Selic, CDBs e CDI entregam estabilidade, previsibilidade e poucos sustos.
Mas existe um ponto central que quase ninguém discute:
Segurança nominal não é o mesmo que proteção real do poder de compra.
Segurança nominal não protege o custo de vida
Nos últimos anos, ficou claro que vencer a inflação oficial (IPCA) não significa, necessariamente, preservar o padrão de vida.
A chamada inflação real — supermercado, educação, saúde e moradia — costuma subir muito mais rápido do que o índice oficial.
É justamente por isso que muitos investidores — inclusive os mais conservadores — começaram a alocar parte do capital em Bitcoin ao pensar em patrimônio de longo prazo.
A pergunta correta não é se a renda fixa é segura.
A pergunta correta é:
Qual ativo realmente protege contra a inflação real?
O que os números mostram (sem opinião)
Vamos aos dados históricos.
Se você tivesse investido R$ 100 mil em 2022, em 2025 teria aproximadamente:
R$ 140 mil no CDI (+40%)
R$ 125 mil no Ibovespa (+25%)
R$ 660 mil em Bitcoin (+560%)
Isso não é opinião.
São dados históricos.
A verdade desconfortável sobre a renda fixa
É verdade que o CDI entregou retornos positivos todos os anos, variando entre 2% e 15% ao ano.
Ele é:
Estável
Previsível
Adequado para liquidez e proteção de curto prazo
Mas existe uma verdade desconfortável:
Nenhum ativo estável no Brasil foi capaz de gerar transformação patrimonial real na última década.
Enquanto isso, o Bitcoin passou por ciclos de alta que geraram valorização exponencial.
“Bitcoin é volátil demais para um portfólio conservador?”
A resposta curta é: depende de como você investe.
Sim, o Bitcoin tem anos negativos:
–27% (2022)
–6% (2023)
Mas também tem anos extraordinários:
+305% (2017)
+282% (2021)
+192% (2024)
A volatilidade assusta em janelas curtas.
Mas em janelas longas, a tendência histórica foi de multiplicação.
Nunca ninguém que segurou Bitcoin por pelo menos 4 anos ficou no prejuízo.
Por que gestores tradicionais passaram a considerar Bitcoin?
Justamente por esse comportamento assimétrico.
Hoje, gestores, analistas e fundos tradicionais já consideram alocações estratégicas em Bitcoin.
Inclusive nomes como Larry Fink, CEO da BlackRock, que recomenda entre 2% e 5%, e Ric Edelman, que sugere alocações maiores para perfis mais agressivos.
Quanto em Bitcoin faz sentido investir?
A maioria dos estudos converge para uma faixa clara:
Entre 1% e 10% em Bitcoin melhora o retorno ajustado ao risco da carteira.
Exemplo clássico de comparação
Carteira tradicional
60% renda fixa
40% ações (Ibovespa)
Carteira com Bitcoin
60% renda fixa
35% ações
5% Bitcoin
Resultados comuns em simulações:
Mais retorno
Risco proporcionalmente menor
Redução da volatilidade relativa
Isso acontece porque o Bitcoin é:
Descorrelacionado
Escasso (limite de 21 milhões)
Global e negociado 24h por dia
👉 Bitcoin não substitui a renda fixa. Ele corrige suas limitações.
2% em Bitcoin podem mudar o jogo
O relatório “Quem deve investir em Bitcoin?”, produzido por nós, analisou dois portfólios entre 2015 e 2025:
Portfólio A: 100% CDI
Portfólio B: 98% CDI + 2% Bitcoin
O objetivo era simples:
Uma alocação mínima em Bitcoin é suficiente para melhorar o portfólio?
A resposta foi clara
Mesmo começando com apenas 2%, o componente em Bitcoin cresceu ao longo dos ciclos até representar mais de 80% do portfólio total em 2025.
Isso aconteceu porque, apesar das quedas, os ciclos de alta foram muito maiores e mais frequentes.
“E se o Bitcoin for a zero?”
O relatório analisou inclusive o cenário mais pessimista possível.
Se o Bitcoin fosse a zero:
- Impacto total no portfólio: –2%
No cenário real:
- +481,65% de retorno superior ao CDI puro em dez anos
Essa é a definição de assimetria positiva:
Perda máxima limitada
Ganho potencialmente ilimitado
Do ponto de vista matemático, essa é uma das melhores estruturas de risco/retorno para investidores conservadores.
O verdadeiro risco: investir em Bitcoin ou ignorá-lo?
Ficar com 0% em Bitcoin hoje não é cautela.
É negligência estratégica.
A pergunta que realmente importa não é:
“Devo investir em Bitcoin?”
A pergunta correta é:
“Posso me dar ao luxo de ficar com 0% por mais uma década?”
Conclusão: renda fixa ou Bitcoin?
Isso não é uma disputa.
É uma combinação inteligente.
Renda fixa = estabilidade e liquidez
Bitcoin = crescimento e proteção no longo prazo
Você pode manter a maior parte do patrimônio no CDI se seu perfil for conservador.
Mas ignorar uma pequena alocação em Bitcoin pode significar abrir mão de uma assimetria histórica única.
Próximos passos
👉 Simule agora quanto seu patrimônio poderia ter crescido com Bitcoin
👉 Baixe o relatório gratuito “Quem deve investir em Bitcoin?” e veja as simulações reais da Bipa


